Estado e empreiteiras, um casamento harmonioso
Por Pedro Campos
O casamento de empreiteiras com o poder começou com JK e teve lua de mel na ditadura.
O casamento harmonioso das empreiteiras envolvidas na operação Lava Jato com as obras públicas é mais antigo do que muitos pensam: começou no governo Juscelino Kubitschek (1955-1960) e teve sua "lua-de-mel" na ditadura militar (1964-1985).
Autor da tese de doutorado "A ditadura dos empreiteiros", o historiador Pedro Campos avalia que, no regime militar, as empreiteiras começaram a se nacionalizar e se organizaram, ganhando força no cenário político e econômico. Para isso, elas criaram associações e sindicatos.
"Até a década de 50, eram construtoras que tinham seus limites no território do Estado ou região. O que acontece de JK pra cá é que eles se infiltraram em Brasília", explica Campos, professor do Departamento de História e Relações Internacionais da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro).
Apesar de denúncias de pagamento de propina terem sido escancaradas com a operação Lava Jato da Polícia Federal, o historiador acredita que a corrupção envolvendo empresários da construção e políticos é antiga.
"Todos os indícios são de que a corrupção não aumentou. O que a gente tem hoje é uma série de mecanismos de fiscalização que expõe mais, bem maior do que havia antes. Na ditadura não tinha muitos mecanismos fiscalizadores, e que o havia era limitado", afirmou.
A corrupção no Brasil vem desde os tempos do Império, começou na República com o Marechal Deodoro da Fonseca e as obras do porto de Torres no Rio Grande do Sul, entrou na República Velha, passou por Getúlio, aconteceu durante a Ditadura (alguém lembra das "polonetas"?). Se hoje a Petrobras está envolvida em escândalos de corrupção, aconteceu o mesmo durante a era FHC (plataforma P-36).
O casamento harmonioso das empreiteiras envolvidas na operação Lava Jato com as obras públicas é mais antigo do que muitos pensam: começou no governo Juscelino Kubitschek (1955-1960) e teve sua "lua-de-mel" na ditadura militar (1964-1985).
Autor da tese de doutorado "A ditadura dos empreiteiros", o historiador Pedro Campos avalia que, no regime militar, as empreiteiras começaram a se nacionalizar e se organizaram, ganhando força no cenário político e econômico. Para isso, elas criaram associações e sindicatos.
"Até a década de 50, eram construtoras que tinham seus limites no território do Estado ou região. O que acontece de JK pra cá é que eles se infiltraram em Brasília", explica Campos, professor do Departamento de História e Relações Internacionais da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro).
A construção de Brasília, fundada em 1961, foi um marco para a história das construtoras: foi a partir de então que elas se uniram. "Ali, reuniram-se empreiteiras de vários Estados e começaram a manter contato, se organizar politicamente. Depois, passaram pelo planejamento da tomada de poder dos militares e pautaram as políticas públicas do país."
Com a chegada ao poder dos militares, as empreiteiras passaram a ganhar contratos do governo muito mais volumosos que os atuais. "Se eles era grandes, cresceram exponencialmente no regime militar. Se elas hoje são muito poderosas, ricas e têm um porte econômico como construtoras, posso dizer que elas eram maiores. O volume de investimentos em obras públicas era muito maior. Digamos que foi uma lua-de-mel bastante farta e prazerosa", comentou.
Com a chegada ao poder dos militares, as empreiteiras passaram a ganhar contratos do governo muito mais volumosos que os atuais. "Se eles era grandes, cresceram exponencialmente no regime militar. Se elas hoje são muito poderosas, ricas e têm um porte econômico como construtoras, posso dizer que elas eram maiores. O volume de investimentos em obras públicas era muito maior. Digamos que foi uma lua-de-mel bastante farta e prazerosa", comentou.
Entre as centenas de obras feitas no período miliar, há casos emblemáticos como a ponte Rio-Niterói, que foi feita por um consórcio que envolveu Camargo Corrêa e Mendes Junior entre 1968 e 1974.
Já a Hidrelétrica Binacional de Itaipu, que teve o tratado assinado em 1973 e foi inaugurada em 1982, foi feira pelas construtoras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Mendes Júnior. As mesmas Mendes Júnior e a Camargo Corrêa Transamazônica, que começou em 1970 foi inaugurada, incompleta, em 1972.
Apesar de denúncias de pagamento de propina terem sido escancaradas com a operação Lava Jato da Polícia Federal, o historiador acredita que a corrupção envolvendo empresários da construção e políticos é antiga.
"Todos os indícios são de que a corrupção não aumentou. O que a gente tem hoje é uma série de mecanismos de fiscalização que expõe mais, bem maior do que havia antes. Na ditadura não tinha muitos mecanismos fiscalizadores, e que o havia era limitado", afirmou.
A corrupção no Brasil vem desde os tempos do Império, começou na República com o Marechal Deodoro da Fonseca e as obras do porto de Torres no Rio Grande do Sul, entrou na República Velha, passou por Getúlio, aconteceu durante a Ditadura (alguém lembra das "polonetas"?). Se hoje a Petrobras está envolvida em escândalos de corrupção, aconteceu o mesmo durante a era FHC (plataforma P-36).
Tem o caso do metrô paulista, que não é investigado pelo Ministério Público nem pelo Judiciário controlado pelo PSDB, e do mensalão mineiro, que foi o exemplo para o mensalão petista (o Marco Valério está envolvido nos 2 casos).
Só os ingênuos acham que o PT inventou a corrupção.
A polarização “Bem” & Mal” e a incrível energia de ódio e histeria que isso suscita é uma das formas mais comuns de manipulação dos corações e mentes humanas. O PT não inovou com os ditos mensalões e nem mesmo o PSDB foi o pioneiro quando mudaram as regras em 1997 para haver reeleições presidenciais.
A polarização “Bem” & Mal” e a incrível energia de ódio e histeria que isso suscita é uma das formas mais comuns de manipulação dos corações e mentes humanas. O PT não inovou com os ditos mensalões e nem mesmo o PSDB foi o pioneiro quando mudaram as regras em 1997 para haver reeleições presidenciais.
Roberto Jefferson, talvez porque ficou sem o “seu”, confessou na CPI dos Correios ao ser perguntado pela então deputada e ex-juíza Denise Frossard: “isso existe desde que sou deputado” – ou seja...antes da fundação do “salvador” PT e do ”criativo”, PSDB...mensalão... petrolão... nomes novos para práticas antigas...
Aliás, muito bem lembrado pela matéria que não foi diferente durante a ditadura militar ou mesmo antes, com outros mecanismos e siglas, quando,, além dos fatos apontados, as estatais e demais órgãos públicos essenciais sempre foram povoadas pelos "sobrinhos" (não concursados) dos generais.


