quarta-feira, 6 de abril de 2016

Cunha: afastamento pode ser colocando em pauta

Afastamento de Cunha pelo STF pode ser colocado em pauta


Afastamento de Cunha pelo STF pode ser colocado em pauta
Posicionamento de afronta de Cunha contra Marco Aurélio foi visto 
como a gota d'água pelo STF


















por Henrique Beirangê
Carta Capital

Azedou de vez o clima para o presidente da Câmara dos Deputados, 
Eduardo Cunha, entre os ministros do Supremo Tribunal Federal.

Após as declarações de que poderia não cumprir a decisão do ministro 
Marco Aurélio Mello em dar andamento ao pedido de impeachment contra 
vice-presidente, Michel Temer, quatro assessores próximos aos integrantes
da Corte máxima do judiciário afirmaram a Carta Capital que há um movimento 
para colocar em julgamento o pedido de afastamento do parlamentar da 
presidência da Casa antes da votação do impeachment.

A expectativa é que Teori Zavascki levasse o caso ao plenário apenas 
após a votação do afastamento da presidente Dilma Rousseef, mas o clima
mudou completamente nas últimas 24 horas.

O posicionamento de afrontamento de Cunha contra Marco Aurélio foi visto 
como a gota d'agua. 

Integrantes da força-tarefa da Lava Jato, caso o afastamento seja autorizado, 
estudam agora um pedido de prisão contra o parlamentar, em moldes 
semelhantes ao que foi feito contra o senador Delcídio Amaral.

A situação de Cunha piorou nas duas últimas semanas desde que os autos 
que tratam da investigação contra sua esposa, a ex-jornalista da TV Globo 
Cláudia Cruz, e a filha Danielle Cunha por envolvimento com contas não 
declaradas na Suíça, foram encaminhados ao juiz Sérgio Moro.

Dentro da Corte aguarda-se que a força-tarefa, em 1ª instância, tome 
providências contras as duas investigadas assim como foi feito contra a 
família de Lula ao incluí-los dentro do inquérito que apura a conduta do 
ex-presidente.

Ministros têm criticado reservadamente o juiz Sérgio Moro por conta do que 
consideram "arroubos" judiciais desde que foi autorizado a condução 
coercitiva do ex-presidente e a divulgação ilegal das escutas da presidente 
Dilma Rousseff.

Caso Moro e a força-tarefa não caminhem de forma isonômica neste caso, 
a perda de apoio na Suprema Corte poderá comprometer as futuras decisões 
do juiz de Curitiba não só no STF, como até em medidas administrativas e 
punitivas no Conselho Nacional de Justiça. 

A ver.

Leia aqui, ministro Marco Aurélio 
afirma com todas as letras: 
impeachment 
sem crime é Golpe!