Postado por Chico Mello(¹)
Especialistas explicam. A nova arma Oreshnik foi anunciada por Putin na última quinta-feira (vinte e um), em resposta ao uso de armas de longo alcance pela Ucrânia, e surpreendeu analistas militares. O presidente da Rússia, anunciou em uma mensagem televisiva, que as Forças Armadas do país testaram, em condições de combate, “um dos mais novos sistemas russos de mísseis de médio alcance”, referindo-se ao míssil balístico em variante hipersônica não nuclear Oreshnik.
Tratou-se de um ataque combinado contra uma das instalações do complexo industrial de defesa ucraniano na região de Dnepropetrovsk. O líder russo afirmou que os sistemas antimísseis existentes não são capazes de interceptar mísseis como o Oreshnik. Putin destacou que tais mísseis atingem alvos a uma velocidade de Mach 10, equivalente a quase três quilômetros por segundo.
Após o anúncio, especialistas militares começaram a especular sobre o poder da nova arma. A seguir, reunimos algumas dessas hipóteses.
Tratou-se de um ataque combinado contra uma das instalações do complexo industrial de defesa ucraniano na região de Dnepropetrovsk. O líder russo afirmou que os sistemas antimísseis existentes não são capazes de interceptar mísseis como o Oreshnik. Putin destacou que tais mísseis atingem alvos a uma velocidade de Mach 10, equivalente a quase três quilômetros por segundo.
Após o anúncio, especialistas militares começaram a especular sobre o poder da nova arma. A seguir, reunimos algumas dessas hipóteses.
“Míssil invulnerável”
Em conversa com o portal de notícias russo Izvestiya, o observador militar Alexander Butyrin caracterizou o míssil como “invulnerável” e apontou que seu desenvolvimento ocorreu de forma secreta. “Basicamente, há pouquíssima informação sobre eles. Os desenvolvimentos foram realizados de maneira sigilosa, e até hoje este sistema não havia sido mencionado na mídia”, afirmou. O observador militar também considera que o Oreshnik pode ser equipado com material nuclear, mas também pode carregar ogivas convencionais.
Por sua vez, Konstantin Sivkov, vice-presidente da Academia Russa de Ciências de Mísseis e Artilharia, opina que a velocidade de voo do Oreshnik “praticamente elimina a possibilidade de reação a tempo” por parte do adversário.
“Oreshnik é um míssil de médio alcance. Ao se aproximar do alvo, o míssil se move a uma velocidade de Mach 10. Consequentemente, em fases anteriores, sua velocidade é significativamente maior. Além disso, o Oreshnik voa com alterações de rota e altitude, por isso é imune a qualquer sistema moderno de defesa antimísseis, incluindo os mais sofisticados em serviço nos Estados Unidos e na Otan“, avaliou. “Essa é nossa mensagem militar e política para os países não amigáveis”, afirmou.
Em conversa com o portal de notícias russo Izvestiya, o observador militar Alexander Butyrin caracterizou o míssil como “invulnerável” e apontou que seu desenvolvimento ocorreu de forma secreta. “Basicamente, há pouquíssima informação sobre eles. Os desenvolvimentos foram realizados de maneira sigilosa, e até hoje este sistema não havia sido mencionado na mídia”, afirmou. O observador militar também considera que o Oreshnik pode ser equipado com material nuclear, mas também pode carregar ogivas convencionais.
Por sua vez, Konstantin Sivkov, vice-presidente da Academia Russa de Ciências de Mísseis e Artilharia, opina que a velocidade de voo do Oreshnik “praticamente elimina a possibilidade de reação a tempo” por parte do adversário.
“Oreshnik é um míssil de médio alcance. Ao se aproximar do alvo, o míssil se move a uma velocidade de Mach 10. Consequentemente, em fases anteriores, sua velocidade é significativamente maior. Além disso, o Oreshnik voa com alterações de rota e altitude, por isso é imune a qualquer sistema moderno de defesa antimísseis, incluindo os mais sofisticados em serviço nos Estados Unidos e na Otan“, avaliou. “Essa é nossa mensagem militar e política para os países não amigáveis”, afirmou.

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