segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

O Que Falta Para o Governo Brasileiro Romper Relações com Israel?

O Que Falta Para o Governo Brasileiro Romper Relações com Israel? | Algumas Informações Sobre o Caso do Soldado Israelense...

Postado por Chico Mello(¹)

Não é de hoje que o embaixador sionista de estado terrorista vem a afrontar o Brasil. Por essa razão é que continuamos a perguntar: o que falta para o governo brasileiro romper relações com o estado de Israel? O que falta?

Continua em voga a questão relativa ao soldado sionista acusado de crimes de guerra contra o povo palestino no massacre que continuam, que teimam hipocritamente a chamar de guerra no Oriente Médio. Esse soldado ao que tudo indica fugiu do Brasil, (ele estava na Bahia)...

A Federação Árabe Palestina no Brasil(¹) denuncia que Yuval Vagdani, o soldado israelense acusado de crimes de guerra no genocídio em Gaza e alvo de investigação no Brasil, fugiu para a Argentina.

De acordo com o jornal israelense Jerusalem Post, o embaixador israelense no Brasil, Daniel Zonshine, contatou o soldado e o Ministério das Relações Exteriores de “israel” decidiu “não correr riscos” e ajudou na fuga de Yuval. Embaixador Zonshine acumula uma série de afrontas ao Brasil, incluindo uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro em novembro de 2023, violando o artigo 41 da Convenção de Viena (1961), e uma declaração também em 2023 em que afirmou que “há quem ajude terroristas no Brasil”. A Argentina, por sua vez, foi um refúgio para criminosos de guerra nazistas e, ironicamente, agora abre as portas para israelenses acusados de crimes de guerra no Holocausto Palestino.


E apenas para ilustrar essa premissa acima, acrescentamos à isso que você acaba de ler, Javier Miley nessa semana recebeu na Casa Rosada o criminoso venezuelano que sempre esteve à serviço da CIA que afirma que irá tomar posse do governo venezuelano no lugar de Maduro! 

Há, sim, claro, vale registrar também que o ladrão de joias, hoje inelegível,  afirmou no seu canal na Plataforma 'X': "que receberia o soldado sionista fugitivo no Planalto com honras!" É mole?

Por outro lado, Marcelo Zero(²), o sociólogo brasileiro especialista em Relações Internacionais disponibiliza à você algumas informações sobre o caso do soldado israelense...

Confira,

O nome da fundação Hind Rajab é uma homenagem a uma menina palestina de apenas 5 anos, que foi assassinada

Não havia e não há, ainda, nenhum pedido de prisão contra o soldado israelense Yuval Vagdani.

O que havia e há é um pedido de investigação, emitido pela Justiça Federal brasileira, sobre a atuação desse soldado, que é acusado, pela Fundação Hind Rajab, de vários crimes de guerra.

O Brasil, frise-se, tem o dever jurídico de investigar acusações de genocídio, crimes contra a Humanidade, crimes de guerra e crime de agressão, em razão se ser signatário de vários tratados internacionais relativos à proteção dos direitos humanos e ao direito humanitário. Entre eles, destacam-se a Convenção para a Repressão e Prevenção do Genocídio (1948), as Convenções de Genebra (1949), a Convenção das Nações Unidas contra a Tortura (1984), o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional (1998) e a Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra os Desaparecimentos Forçados (2006).

Há de se considerar que, de acordo com o artigo 27 da Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados (1969), da qual o Brasil também é signatário, um Estado Parte não pode invocar as disposições de seu direito interno para servir como justificativa para o inadimplemento de um tratado (pacta sunt servanda).

Assim, caso não mandasse investigar crimes tão graves, o Estado brasileiro poderia ser responsabilizado internacionalmente.

A decisão de mandar investigar ou de, eventualmente, emitir alguma ordem de prisão cabe, evidentemente, ao Poder Judiciário, que é independente. O Itamaraty não pode interferir.

A Fundação Hind Rajab é uma fundação belga dedicada a denunciar crimes de guerra e crimes contra a humanidade que teriam sido cometidos por forças militares israelenses contra palestinos, principalmente contra os palestinos que residem em Gaza. Ela faz denúncias contra membros das forças militares israelenses em todo o mundo. O caso brasileiro é apenas um, entre muitos.

O nome da fundação é uma homenagem a uma menina palestina de apenas 5 anos, que foi assassinada, junto com toda sua família, por forças militares israelenses em Gaza. Sua história é particularmente cruel, numa Gaza onde impera a crueldade.

Hind Rajab, era uma menina palestina de cinco anos, que residia em Gaza. Enquanto sua família tentava escapar do bombardeio implacável no bairro Tel al-Hawa, seu carro foi impiedosamente alvejado por um tanque israelense, em um ataque que só pode ser descrito como um crime de guerra. Hind sobreviveu ao ataque inicial, apenas para ser deixada sozinha no carro encharcado de sangue, cercada pelos corpos de seus entes queridos. Seus gritos desesperados por ajuda, enquanto ela implorava por resgate no telefone com os serviços de emergência, comoveram corações ao redor do mundo. A ambulância que foi enviada para salvá-la, após horas de negociação, foi destruída pelo exército israelense, garantindo, dessa forma, que a vida de Hind fosse cruel e deliberadamente extinta.

(...)