quarta-feira, 30 de abril de 2025

Conheça a Ficha Corrida da Rede Globo | A 'Capivara' é Gigantesca!

Conheça a Ficha Corrida da Rede Globo | A 'Capivara' é Gigantesca: São 60 Anos Entre o Poder e o Monopólio Midiático

Por Esmael de Morais(¹)
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Quando a Globo sopra 60 velinhas, Fernando Morais — jornalista e escritor consagrado — apaga as luzes da festa com uma narrativa que desmonta o glamour construído nas últimas seis décadas.

Segundo Morais, o império da família Marinho nasceu e cresceu sob o signo da ilegalidade, da manipulação e da aliança com o poder, especialmente durante os anos mais sombrios da nossa história.

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1960-1970: O berço dourado da ditadura

A gênese da Globo não foi inocente. Entre 1962 e 1967, firmou acordo ilegal com o grupo americano Time-Life, enquanto apoiava entusiasticamente o golpe militar de 1964. O regime censurava e matava, mas na telinha era só “Brasil: ame-o ou deixe-o”.

O Jornal Nacional? Silenciava sobre a repressão, minimizava protestos históricos como a Passeata dos Cem Mil e aplaudia, de pé, o “milagre econômico” — que só fez milagre para os ricos.

Enquanto torturadores operavam nos porões, a Globo operava a anestesia social.

1980-1990: Diretas Já? Só quando for conveniente

Na transição para a democracia, a emissora de Roberto Marinho preferiu jogar parado. Ignorou os primeiros comícios das Diretas Já e manipulou pesquisas para sabotar Leonel Brizola no Rio.

No embate Collor x Lula em 1989, o “plim-plim” virou campanha: edição tendenciosa do debate e criminalização dos líderes populares marcaram a cobertura.

Tancredo, Sarney, Collor… Sempre um pezinho — ou dois — do lado do poder.

1990-2000: Privatiza que passa na novela

Durante o governo FHC, a Globo trocou qualquer senso crítico pela blindagem total. Privatizações a preço de banana? Confisco da poupança? Crise cambial? Tudo com muito filtro azul-cobalto no telejornalismo.

O movimento “Fora FHC” e denúncias de trabalho escravo? Só existiam no mundo real — porque no mundo Globo, era só estabilidade e crescimento.

2000-2010: Guerra declarada contra Lula

A eleição de Lula em 2002 marcou o início de uma oposição sem tréguas. O MST virou sinônimo de “vandalismo” e o escândalo do mensalão foi coberto com uma lupa digna de CSI.

José Dirceu, José Genoíno, e outras lideranças petistas foram perseguidos dia sim, dia também. Enquanto isso, candidatos tucanos recebiam tratamento VIP.

2010-2025: O show da manipulação continua

Veio a crise política, vieram as manifestações de 2013, e a Globo — claro — carimbou os manifestantes como “vândalos”. No impeachment de Dilma, a emissora bateu bumbo como uma bateria afinada.

Sérgio Moro virou herói, a Lava Jato ganhou edição especial, e as ilegalidades reveladas pela Vaza Jato foram solenemente ignoradas.

A narrativa foi afinada até eleger Bolsonaro, mesmo que depois tenha tentado se “descolar” do monstro que ajudou a criar.

Hoje, na mesma toada, a Globo defende a venda do que resta de estatais, exalta o agronegócio devastador e finge que nunca existiu monopólio midiático.

Isso a Globo não mostra

A Globo apoiou a ditadura militar?

Sim. Desde o golpe de 1964 até o fim dos anos de chumbo, a Globo foi cúmplice ativa, censurando notícias e promovendo a versão oficial do regime.

O que foi o acordo Time-Life?

Foi uma associação ilegal firmada nos anos 1960 entre a Globo e o grupo americano Time-Life, violando a Constituição brasileira da época.

Como a Globo manipulou a eleição de 1989?

Editou de forma tendenciosa o debate entre Lula e Collor, favorecendo o então “caçador de marajás” e prejudicando o candidato do PT.

A Globo apoiou o impeachment de Dilma Rousseff?

Apoiou abertamente, reforçando a narrativa de golpe parlamentar, dando palco aos seus articuladores e silenciando sobre a ausência de crime de responsabilidade.

A Globo já fez autocrítica sobre seu papel político?

Nunca de forma efetiva. Apesar de algumas “cartas abertas” tímidas, a emissora jamais reconheceu a profundidade de seu envolvimento em episódios antidemocráticos.

Entre o plim-plim e o puxadinho do poder

Os 60 anos da Globo, contados por Fernando Morais, são um verdadeiro reality show de poder, manipulação e oportunismo.

A emissora que ajudou a moldar a política e o imaginário nacional carrega no currículo uma série de pecados que seguem sem confissão.

E o mais grave: a Globo segue como protagonista na dança do poder, agora com discurso moderninho, mas com a velha prática de quem nunca largou o osso.

Aqui está a íntegra do manifesto do jornalista e escritor Fernando Morais:

Globo foi e é sinônimo de conspiração contra a democracia brasileira.
As Organizações Globo e a família Marinho são inimigas do Brasil e dos brasileiros e assim devem ser tratadas.

1960-1970 (Gênese da Globo e apoio ao regime militar)


1.⁠ ⁠Firmou um acordo ilegal com o grupo Time-Life (1962–67)
2.⁠ ⁠Apoiou o golpe militar de 1964
3.⁠ ⁠Silenciou sobre a repressão no regime militar
4.⁠ ⁠Divulgou propaganda favorável ao AI-5 em 1968
5.⁠ ⁠Censurou jornalistas e políticos críticos à ditadura
6.⁠ ⁠Minimizou a importância da Passeata dos Cem Mil (1968)
7.⁠ ⁠Endossou o slogan “Brasil: Ame-o ou Deixe-o” (1970)
8.⁠ ⁠Promoveu o Milagre Econômico, ignorando a desigualdade
9.⁠ ⁠Ocultou mortes causadas por tortura nos anos de chumbo
10.⁠ ⁠Excluiu opositores da cobertura política durante a ditadura
11.⁠ ⁠Omitiu informações sobre corrupção nas grandes obras da ditadura
12.⁠ ⁠Consolidou um controle monopolista sobre o mercado de TV

1980-1990 (Ditadura e transição para a democracia)

13.⁠ ⁠Desconsiderou os primeiros comícios das Diretas Já (1984)
14.⁠ ⁠Blindou a eleição indireta de Tancredo Neves
15.⁠ ⁠Manipulou pesquisas Proconsult para prejudicar Brizola
16.⁠ ⁠Boicotou o governo Leonel Brizola e suas obras sociais
17.⁠ ⁠Endossou os primeiros planos econômicos do governo José Sarney contra a hiperinflação
18.⁠ ⁠Apoiou maciçamente a candidatura de Fernando Collor e criminalizou os líderes populares como Brizola e Lula
19.⁠ ⁠Manipulou a cobertura do debate eleitoral Lula x Collor (1989) no Jornal Nacional

1990-2000 (Redemocratização e ascensão neoliberal)

20.⁠ ⁠Defendeu o confisco da poupança no Plano Collor
21.⁠ ⁠Promoveu a abertura indiscriminada da economia brasileira
22.⁠ ⁠Escondeu escândalos durante o governo Collor até o impeachment
23.⁠ ⁠Veiculou o caso Escola Base (1994) sem verificar informações
24.⁠ ⁠Exaltou o Plano Real sem questioná-lo (1994)
25.⁠ ⁠Blindou as privatizações de FHC
26.⁠ ⁠Defendeu os bancos e o Proer durante a crise financeira
27.⁠ ⁠Apresentou apoio velado à Reforma da Previdência neoliberal de FHC
28.⁠ ⁠Ignorou o movimento “Fora FHC” no final dos anos 1990
29.⁠ ⁠Aceitou a emenda da reeleição de FHC e omitiu críticas ao câmbio artificial
30.⁠ ⁠Escondeu greves e protestos sociais durante os anos 90
31.⁠ ⁠Ignorou denúncias sobre trabalho escravo no campo
32.⁠ ⁠Criminalizou sistematicamente movimentos sociais

2000-2010 (Oposição ao governo Lula)

33.⁠ ⁠Liderou uma campanha contra Lula nas eleições de 2002
34.⁠ ⁠Estigmatizou o MST e outros movimentos sociais
35.⁠ ⁠Distorceu a cobertura do “mensalão” (2005)
36.⁠ ⁠Perseguiu figuras históricas do PT, como José Dirceu, José Genoíno, entre outros
37.⁠ ⁠Favoreceu candidatos tucanos nas campanhas de 2006 e 2010

2010-2025 (Impeachment da Dilma e ascensão da extrema direita)

38.⁠ ⁠Rotulou manifestantes de 2013 como “vândalos”
39.⁠ ⁠Apoiou Aécio Neves à candidatura presidencial
40.⁠ ⁠Exaltou misoginia contra Dilma Rousseff durante a posse presidencial
41.⁠ ⁠Reforçou a narrativa favorável ao impeachment de Dilma Rousseff
42.⁠ ⁠Deu apoio irrestrito à operação Lava Jato
43.⁠ ⁠Divulgou os vazamentos seletivos da Lava Jato
44.⁠ ⁠Fortaleceu a narrativa anti-PT e criminalização do partido
45.⁠ ⁠Tratou o juiz Sergio Moro como um herói, ignorando sua parcialidade
46.⁠ ⁠Deu amplo espaço ao PowerPoint de Dallagnol
47.⁠ ⁠Chamou a tragédia de Brumadinho de “acidente”
48.⁠ ⁠Vazou conversa gravada ilegalmente entre Dilma Rousseff e Lula
49.⁠ ⁠Apoiou indiscriminadamente a prisão de Lula, que o excluiu da eleição de 2018
50.⁠ ⁠Ignorou o conluio entre Moro e Dallagnol e a Vaza Jato
51.⁠ ⁠Defendeu a Reforma Trabalhista e da Previdência de Temer
52.⁠ ⁠Endossou a entrega do pré-sal ao capital estrangeiro
53.⁠ ⁠Se aproximou oportunisticamente de Bolsonaro
54.⁠ ⁠Fez apologia ao agronegócio e ignorou sua destruição ambiental
55.⁠ ⁠Omitiu informações sobre as fake news nas eleições de 2018
56.⁠ ⁠Deu espaço a discursos antivacina e negacionistas
57.⁠ ⁠Continuou contratos publicitários com governos investigados
58.⁠ ⁠Apoiou a venda de estatais, como a Eletrobras, BR Distribuidora e refinarias
59.⁠ ⁠Fez campanha pelo Banco Central independente
60.⁠ ⁠Nunca fez uma autocrítica verdadeira sobre seu monopólio midiático

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