segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

O Ataque Terrorista Ianque à Venezuela e os Vira Latas Brasileiros...

Pátria Azarada Repleta de Vira-Latas | Agressão de Trump à Venezuela Facilitou Saber Quem é Quem no Brasil...

Por Aquiles Lins(¹)
O ataque dos Estados Unidos à Venezuela expõe alinhamentos no Brasil e revela quem defende a soberania nacional e quem se submete aos interesses de Washington!


O governo imperialista dos Estados Unidos inaugurou neste último dia 3 de janeiro de 2026 mais um capítulo de sua ação colonialista. A invasão à Venezuela e o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro são inaceitáveis sob qualquer perspectiva do direito internacional e da democracia. Aliás, a operação militar estadunidense mostrou que democracia se transformou num conceito carcomido, que está à mercê dos interesses do imperialismo.

A agressão brutal dos Estados Unidos contra o território da Venezuela, que resultou em cerca de 40 pessoas assassinadas nos ataques a bomba, serviu para aprofundar a decantação de valores soberanos e nacionalistas na América Latina. E, especificamente no Brasil, pelas manifestações políticas até o momento, contribuiu para o país conhecer e reconhecer quem são os líderes políticos que defendem a soberania do Brasil, e quem são os entreguistas, que estão a postos para corroborar as agressões imperialistas.

Temos pela frente um ano eleitoral, onde o povo brasileiro irá julgar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um governo que, em pouco tempo, reconstruiu a autoestima nacional, retirou o país do vergonhoso mapa da fome, elevou a renda dos trabalhadores e posicionou a economia a um patamar de praticamente pleno emprego. 

Um governo que abriu mercados para os mais variados setores econômicos, incluindo o agronegócio, cujos representantes aplaudem a agressão estrangeira de Trump na Venezuela. Pelas manifestações de governadores e políticos da direita, Trump agiu certo ao invadir um país soberano e capturar seu líder debaixo de acusações frágeis, com o objetivo já declarado de se apoderar das reservas de petróleo do país, as maiores do planeta.

As declarações lambe-botas de lideranças da direita brasileira escancararam o alinhamento automático com a ação militar dos Estados Unidos. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou em publicação nas redes sociais que a captura de Nicolás Maduro representaria uma esperança para o país vizinho. “A ação de hoje não devolve o tempo perdido, não apaga as histórias interrompidas, os anos de sofrimento, mas abre uma janela de esperança”, declarou em vídeo. No mesmo tom, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), comemorou a operação ao afirmar que “o povo da Venezuela tem motivos para comemorar a ação do presidente Trump”.

Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), classificou o governo venezuelano como uma “narcoditadura chavista” e disse que o povo do país estaria “oprimido há mais de 20 anos”, defendendo a instalação da democracia por meio da ação externa. O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também endossou a ofensiva ao criticar o que chamou de regime autoritário e “tragédia humanitária” na Venezuela. “Mesmo diante desse cenário devastador, o povo venezuelano resiste. Resiste com fé, dignidade e coragem. Nenhuma ditadura é eterna. A liberdade sempre encontra seu caminho”, afirmou.

As manifestações deixam evidente uma linha histórica da política brasileira: em momentos decisivos, é o campo da esquerda que se coloca de forma consequente na defesa da soberania nacional, do respeito ao direito internacional e da autodeterminação dos povos. Ao aplaudir uma invasão estrangeira e o sequestro de um chefe de Estado, setores da direita demonstram que seus compromissos não são com o Brasil nem com a democracia, mas com os interesses geopolíticos dos Estados Unidos. Cabe ao povo brasileiro identificar, cada vez com mais clareza, quem defende seus direitos, sua soberania e seu futuro. De um lado, estão Lula e os verdadeiros patriotas; de outro, os entreguistas.

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